terça-feira, 20 de maio de 2014



ImagemVocê tem se esforçado para ser positivo e alegre?
Você tem se lembrado de se amar e de cultivar pensamentos bons e positivos?
Se você se esforçar sinceramente, perceberá que se tornará mais fácil.Tudo se torna mais fácil com a prática. Se você persistir em seus esforços para permanecer positivo e alegre, você desenvolverá muito poder e força e, sua recompensa será sua própria felicidade e a paz da mente.
Quando você disciplina sua mente para ver o lado bom nas coisas, para naturalmente ver o melhor nas pessoas e em você mesmo, você sintoniza-se com o poder que governa todo este universo.Você conquista uma mente amável, tranquila, mais silenciosa, com autodomínio e confiança.
Três atitudes importantes para a prática do domínio da mente:
1. Substituir imediatamente pensamentos negativos por pensamentos positivos
É importante a qualidade dos pensamentos mantidos na mente. Experimentaremos condições e experiências correspondentes à nossa atitude mental predominante e aos nossos pensamentos habituais. Um pensamento negativo nos conduzirá a uma experiência desagradável, enquanto que pensamentos positivos nos conduzirão a experiências agradáveis.
Como o pensamento é criativo, o que quer que acreditemos ser verdade na mente será manifestado ou criado. Por essa razão, uma pessoa que habitualmente e persistentemente pensa negativamente, precisa tornar seus pensamentos positivos. Ela precisa pensar no que faz bem e recusar a pensar, sobretudo, o que lhe faz mal.
Se um pensamento negativo surge, precisamos substituí-lo imediatamente por um pensamento positivo ou por um mantra.
Muitas pessoas não têm ideia do que fazer com seus pensamentos negativos, e assim eles permanecem na mente. O segredo é substitui-los.
2. Reduzir os pensamentos
De vez em quando podemos lembrar disso: observar a mente e perceber que o que estamos pensando é totalmente desnecessário. Podemos simplesmente afastar este pensamento desnecessário. Não alimentá-lo e fazer disto um hábito. Ao reduzir os pensamentos vamos aquietando a mente.
Geralmente não observamos a mente para ver o que ela está fazendo, para ver se está se comportando bem ou mal, para ver se está criando alguma coisa ruim e tola. E colhemos o fruto desses pensamentos e depois ficamos a imaginar: “Por que eu mereci isto? Eu não fiz nada para ninguém”. “Estou deprimido. Por que estou assim?” Não compreendemos que tudo surgiu da mente não controlada.
A vigilância melhora a qualidade de nossos pensamentos. A mente não pensa coisas ruins se está sendo observada. Ela se sente embaraçada quando é “pega” pensando alguma coisa estúpida. Assim se você realmente faz um esforço para observar a mente e ver o que ela está fazendo, ela tenderá a se comportar bem. Ela age pior quando sabe que não estamos dando atenção para o que ela está fazendo.
Quando a pessoa, constantemente, observa a mente, ela se torna calma e quieta.
3. Manter a mente equilibrada e estável
Freqüentemente, a mente está muito instável. Quase todas as influências externas podem tirar a mente do equilíbrio e nos fazer pensar o que realmente não queremos pensar.
Não podemos estabilizar a mente da noite para o dia porque ela ficou muitos anos fazendo o que bem entende. Mas a mente se torna estável através da prática da hatha yôga, da concentração, da meditação, da prática constante, da vigilância sobre nossos pensamentos.
Devido à mente, muitas pessoas consideram a vida uma luta. Geralmente, não acham que a vida possa ser fácil e feliz. Não importa o que uma pessoa adquiriu ou possui, seus próprios pensamentos podem lhe fazer sentir-se infeliz.
Muitas pessoas pensam: “Se eu pelo menos tivesse aquilo, eu seria feliz…” E então, elas conseguem aquilo, mas nada fica melhor, porque a condição da mente permanece a mesma. A única coisa que pode ser melhorada é a mente.
Depende de nós o que permitimos que a mente pense. É nossa vontade, nosso livre-arbítrio. Se não controlamos a mente, não há nada que possamos controlar.
Todos nós temos procurado muito pela alegria, felicidade e contentamento. Temos tentado muitas coisas. Temos adquirido dinheiro, posses e segurança, participado de muitos eventos sociais, viagens e relacionamentos.
Todavia, a verdadeira alegria vem para uma pessoa quando ela se torna livre da carga de sua própria mente. Esta libertação é uma realização gradual. Ela paulatinamente vai afastando os pensamentos e sentimentos negativos e estabelecerá um ânimo positivo, mais saúde física e emocional. 
Pensamento molda o destino
Compreenda que cada pensamento molda seu destino. Através do controle de seus pensamentos você controla seu destino. Pode mudar sua atitude perante os acontecimentos. Pode mudar os efeitos do seu karma. Pode parar de sofrer e se tornar mais contente.
Não se prenda a fatalismo, dizendo que tudo é karma, que é seu destino, que não adianta se esforçar. Isto é uma incompreensão das leis do pensamento. Você criou seu próprio destino pelos seus pensamentos e pelas suas ações.
Você quer ser mais próspero, saudável, tranquilo e cheio de entusiasmo? Você quer ajudar os outros? Você aspira experimentar a paz do Ser interior?
Então se deseja alguma dessas coisas, você precisa disciplinar sua mente e escolher pensar positivamente. Pensando, desejando e agindo corretamente poderá se tornar mais feliz.
Crie o hábito de ser mais alegre
Descubra a alegria nos momentos simples, como ver o pôr-do-sol; caminhar e sentir a beleza da praia; de um parque; das folhas das árvores e flores. Agradeça o dom da visão e sinta como isto alegra você e lhe conecta com a natureza ao seu redor. Perceba o sentimento de alegria que vem de ter terminado uma tarefa, de encontrar um amigo.
Reconheça alegria em sua vida cotidiana e compartilhe isto com os outros, em seus pensamentos, palavras e ações. Perceba os benefícios para você e para os outros quando você propaga bom humor e alegria ao seu redor.
Entenda que para sentir alegria interior no planeta Terra você precisa se esforçar. Ela não surge por acaso. Ela é fruto do autocontrole, de uma atitude positiva, do sentimento de gratidão, do correto dever, do entusiasmo, de se encantar com as pequenas coisas da vida, de estar presente no momento presente, de desfrutar sua vida.
Lembre-se de cultivar a alegria. Permita-se alegrar sua vida. Fique em paz!

segunda-feira, 19 de maio de 2014


Ouça Com Compaixão 
 Uma pratica excelente para prevenir a interrupção da raiva é dominar a arte de ouvir. Quando ouvimos de boa vontade, colocamo-nos no lugar da outra pessoa e concluímos que ela é mesmo um ser humano como nós. Devemos por de lado os juízos de valor quando ouvimos – o que no começo nem sempre é fácil porque crescemos aprendendo a julgar tudo o que vemos e escutamos. Entretanto, se conseguirmos apenas dar atenção as outras pessoas, em vez de nos encolerizarmos, procuraremos compreende-las, ainda que se exprimam ou ajam de uma maneira aparentemente ofensiva ou injusta.
Fale sobre suas emoções e ouça com compaixão o que os outros tem a dizer, a compreensão é uma via de mão dupla. Se conseguir escutar de boa vontade e sem juízos prévios as pessoas próximas de você, mesmo as que mais o aborrecem, então começará a encará-las de maneira verdadeiramente compassiva. Poderá então, com serenidade, examinar seus sentimentos em relação a elas, esmiuça-los e vê-los como realmente são. Você quer sentir raiva dessas pessoas ou permanecer calmo, pacífico, não importa o que lhe façam?
Fofocas e palavras ríspidas
Compreende-se que seja muitíssimo difícil praticar a compaixão com pessoas que nos ferem fisicamente. Mas somos feridos também, as vezes, por palavras. A fofoca não passa de vento, ar – ar quente. Ainda assim, como seres humanos comuns, ficamos enfurecidos ou descontrolados, querendo dar o troco. Por força do hábito, reagimos com sentimentos, palavras e mesmo atos negativos.
É muito fácil gostar de pessoas e situações agradáveis. Porém o verdadeiro teste ocorre quando você se defronta com uma situação ou pessoa das mais desagradáveis e não consegue evitar. Nesse caso, poderá praticar, em bases diárias, algo que realmente exija sua atenção. É importante que faça um esforço nesse sentido. Assim, se alguém disser alguma coisa negativa a seu respeito, pague-lhe dizendo alguma coisa positiva a respeito dele. Se não conseguir fazer isso, pelo menos fique calado.
”Não fale, exceto para enriquecer o silencio” – 
Se você praticar o amor e a compaixão, conseguirá permanecer calmo e em seu próprio caminho mesmo que pessoas que são amigas, se tornem descontroladas e coléricas. Isso acontece porque são afetadas pela raiva, pela inveja, pela ignorância, pelo ego e por outros absurdos. .Ficam completamente sob sua influencia e nem o percebem. E, como se sentem superiores de alguma forma, podem até nos ofender ou agredir, estão cegas.
Embora seja difícil, sendo você um iluminado ou um principiante, não deve pagar o ódio com ódio. Não será melhor procurar entender por que aquelas pessoas dizem tais coisas? Se você agir da mesma forma, em que será diferente? Que terá aprendido?
Você também pode ser tentado a criticar os outros, a espalhar fofocas sobre eles. Muitas pessoas, em definitivo, adoram fazer isso. Sempre que falamos de alguma coisa ou pessoa, em questão de minutos já começamos a censura-las. Não conseguimos nos conter, é um hábito. Mas quem somos nós para, realmente, julgarmos que conhecemos aquela pessoa? Talvez ela seja na verdade um grande mestre disfarçado. É, pois sempre bom tentarmos nos livrar do hábito de criticar nossos semelhantes. O que os outros fazem não é da nossa conta. É da conta deles. Sendo assim, que façam o que quiserem. O melhor é ficarmos em silencio.
Desse modo, começamos a falar com mais gentileza e cuidado. A motivação pura e certa dissemina felicidade. Palavras bondosas são importantes. Para isso, no entanto, você precisa antes tomar consciência de si mesmo porque, do contrario, talvez consiga se controlar uma ou duas vezes, mas um belo dia perderá a cabeça. A conscientização é importante em tudo, com ela, você pode derrubar os obstáculos que se erguem em seu caminho, pode manter controladas as emoções violentas, pode conservar o equilibro e persistir no caminho do meio em vez de se desgarrar ou ser arrebatado pelo turbilhão. Não se trata de ser rígido ou conservador demais na vida. Ria, divirta-se, o bom de tudo é que, graças a consciência, não precisará rir a custa dos outros.
Transforme a Raiva em compaixão
”Reminar a raiva é como pegar uma brasa para atirá-la em alguém, é você que se queima” 
Se não gozamos de paz individual, como esperar que o mundo seja pacifico? De que modo cultivaremos o senso de paz para transformar a raiva em compaixão?
A paz é o estado normal de nossa mente, de nossa natureza. Porém, enquanto estivermos nos debatendo sob o julgo do ego ou dos apegos, não conseguiremos experimenta-la. É como um homem muito pobre que, sem saber, tem um grande tesouro escondido sob a cama. Vem então outro mais esperto e mostra-lhe o tesouro tesouro, ao descobrir que possui tamanha riqueza, ele se sentirá tremendamente feliz e agradecido. Assim, também, temos muita paz na mente, mas não nos damos conta disso. Eis o motivo de lutarmos tanto na vida, eis o motivo de as coisas se tornarem destrutivas.
Há certos incidentes, no dia a dia, que parecem estar sempre apertando nossos botões da raiva. Mas o melhor é investigar a raiva em vez de obedecer a ela cegamente. Assim, poderemos descobrir com o coração se ela é parte de um processo terapêutico cujo objetivo seja perdoar ou se não acarreta bem algum, apenas nos faz sentir incomodados.
A meu ver, o ritmo frenético que as pessoas atualmente imprimem a sua vida pode muitas vezes provocar pânico. Desse modo, perante os obstáculos que surgem (e sempre vão surgir), elas reagem com cabeça quente e não com calma. Fato curioso, a despeito dos progressos da tecnologia que, aparentemente, facilitam nossa comunicação uns com os ouros 24 horas por dia, estamos tendo cada vez menos oportunidades de fazer contato com nossos semelhantes. Grande parte da raiva que hoje existe no mundo resulta do fato de os seres humanos não saberem se comunicar entre si. É como se nos considerássemos criaturas totalmente estranhas, sem nada em comum, embora sejamos absolutamente iguais. Em vez de nos conectarmos, tendemos a proferir julgamento baseados em provas insignificantes, quando não sentimos medo do próximo. Não nos ”aproximamos” uns dos outros e , nessa brecha que vai se alargando entre as pessoas, emoções como a raiva encontram um fértil terreno de caça. Esquecemo-nos de nossa capacidade para inspirar e convencer pelo exemplo, podendo acabar envolvidos em transações e emoções violentas que não levam a lugar nenhum.
Depois de investigar nossa raiva, podemos pensar nela de maneira mais construtiva, pô-la de lado, respirar lenta e profundamente e perguntar a nós mesmos qual o melhor caminho para resolver o problema. Talvez esse caminho seja dizer exatamente as mesmas coisas, mas com calma e não com rancor e descontrole.
A raiva se transforma em hábito
A raiva é infecciosa e pode facilmente se transformar num hábito, precipitado em certas situações por lembranças e experiências. Esse habito é nutrido pelo ego e as vezes pelo mundo em que vivemos. Ao ver uma pessoa ou presenciar uma ação, é como se um fosforo se acendesse, trazendo à tona os mesmos sentimentos antigos. Talvez você tenha sido educado por um pai de ”pavio curto” e siga suas instruções metendo-se em conflitos por pequenas coisas. Uma parte de você pensa que ninguém o ouvirá se não erguer a voz. Ou você não sabe ao certo a causas de seus acessos de raiva, pois em geral é uma pessoa calma mas quando presencia algo que ofende seus valores ou supõe que esta sendo criticado, todos os sentimentos pacíficos saem voando pela janela e você perde a cabeça. Reflita um pouco sobre isso e logo descobrirá os padrões subjacentes de sua raiva. Pode haver gatilhos que coloquem seu ego vulnerável na defensiva ou certas coisas a respeito das quais suas crenças são rígidas e inabaláveis.
Não lute contra sua raiva, punindo-se toda vez que ela vem à tona. Quando estiver bem, tente descobrir por que se deixa dominar pela raiva, quais são os fatores que a provocam, seus hábitos… Ao tomar mais consciência disso tudo, reconhecerá sem dúvida que as pequenas coisas responsáveis por sua raiva já não tem tanto poder sobre você. Ao romper com seus apegos, não dar atenção a seu ego e ver o mundo em derredor com mais compreensão, dando-lhe o devido valor, perceberá que pode contemplar as coisas de uma perspectiva nova e não reagir intempestivamente. Passará a encarar os ”problemas” com mais criatividade, a medida que for desenvolvendo sua mente inspiracional, e buscará soluções em vez de pretextos para se queixar.
Acha que pode promover uma mudança em sua vida para quebrar esse hábito? Digamos que você fique furioso ao ver um adolescente jogando lixo na rua, mas sinta-se impotente e mesmo amedrontado para dizer algo. Talvez possa, conversando com outros, encontrar uma boa maneira de inspirar esses adolescentes, em vez de apenas censura-los aos gritos. Vá além de seus próprios julgamentos e procure descobrir uma maneira simples graças a qual consiga fazer uma diferença. É assim que mostrar-a o mais elevado grau de compaixão.
Freqüentemente buscamos a felicidade em lugares errados, onde ela não esta, e não naquilo que se acha aqui mesmo, na nossa vida. Da mesma maneira, se você virar a raiva como uma moeda, talvez descubra que a compaixão lá se encontrava o tempo todo. Pais e filhos passam anos encolerizados uns com os outros por causa de uma série de equívocos, quando, se procurassem nos lugares certos, descobririam que sempre houve entre eles algo em comum, uma fonte de compreensão que poderiam ter cultivado.
Lembre-se, portanto, de que a raiva é um grande mestre. As vezes, aconselha-o a pensar bem para encontrar uma solução melhor, recorrendo a mente inspiracional e depois a prática. Outras vezes, mostra-lhe que seu ego continua firmemente no controle. Seja lá como for, ouça sua raiva, mas não permita que ela o domine. A vida é preciosa demais para isso.
”Não procure saber o que é certo e o que é errado” 

Revele humildade e Paciência 
A medida que você se esforça para romper seus apegos – por exemplo, a bens materiais, pessoas, emoções ou visão de mundo – começa a substituir o orgulho pela humildade. .Se ainda está ligado ao seu corpo, a sua aparência, juventude, a riqueza ou coisa semelhante, dificilmente pode ser humilde. A descontração abrirá sua mente e seu coração para as lições maravilhosas que a vida tem para lhe oferecer.  Ela o tirará da defensiva porque você começará a notar que essas lições não são para feri-lo nem humilha-lo, nem sequer deixa-lo embaraçado. Se você conseguir se aceitar assim como é, cada instante da vida se tornará uma oportunidade ou, simplesmente, uma experiência ao longo do caminho.
O orgulho se mostra sempre arrogante, sempre tagarela, fazendo que seja impossível ouvir os outros. O orgulho nos faz crer que seja impossível ouvir os outros. O orgulho nos faz crer que somos os sabichões, os inteligentes, os maiorais. Ele nos encerra em nós mesmos a tal ponto que perdemos a chance de receber. Porém, com humildade, você ouve e aceita o que quer saber e o que as pessoas dizem, conseguindo então evoluir muito mais rápido que os orgulhosos.
”Só muito tarde na vida descobri como é fácil dizer ‘Não sei”. – Somerset Maugham
Não se orgulhe de suas habilidades ou realizações. E elas tem lá sua importância. Acontece que, em vez de definir quem você é, são ferramentas com as quais poderá fazer melhor seu trabalho. Por exemplo, você pode entender muito de computação – ser o melhor, um especialista. Porém não se gabe disso, talvez seja também um péssimo cantor e, quando chegar sua vez de cantar, de nada lhe valerá dizer a todos que é mago dos computadores.  Convém rir dessas situações. Quem mal há em sermos ruins em certas coisas? É útil saber que em algumas somos peritos em outras, nulidades. Por esse aspecto, todas as pessoas são iguais, constatação que acaba por sufocar o orgulho.
Para muita gente, ser inútil em determinadas coisas é fonte de profundo desanimo. No entanto creio que isso se deva a intervenção do orgulho: nosso ego é ferido e nos torna sensíveis, pondo-nos na defensiva com relação a nossa fraqueza, ou convence-nos de que somos imprestáveis como pessoas Assim, se conseguirmos nos desligar de todas essas coisas que fazemos, não mais importará se somos grandes peritos ou não. Reconheceremos que é ótima a ideia de aproveitar ao máximo nossos talentos em beneficio dos demais, não sendo, portanto, necessário nos sentimos mal por causa daquilo em que não nos saímos tão em. Não precisamos levar tais coisas muito a sério – que flutuem para longe, ao sabor da corrente.
Paciência
A prática da paciência é a porta principal para iluminação. A paciência cria espaço para pensar e respirar. Durante uma discussão, ela cria uma abertura que nos permite entrar num acordo ou aceitar ideias alheias. As coisas só parecem melhores quando as analisamos com paciência. Por outro lado, se você não der a chance de respirar e pensar, seus próprios desejos prevalecerão e a cólera explodirá com frequência! Ora, ficar constantemente irritado e colírio é uma maneira bem difícil de viver.
”Adote a paz da natureza: seu segredo é a paciencia” – Ralph Waldo Emerson
Se você tiver paciência e tolerância, sua vida será rica. Porém esses não são conceitos muito fáceis de entender. Por isso, as vezes, a vida é oscilante como uma mesa velha de antiquário. Eu tinha uma mesa de jantar inglesa muito antiga que, quando era tocada, começava a tremer e estalar – não se podia por nada em cima dela, pois parecia que iria se espatifar no chão. A vida sem paciência e tolerância é assim. Essas qualidades oferecem alicerces sólidos. .Não importa o que aconteça  e tudo pode acontecer nesta vida-  você não se abate, enfrenta tudo e nunca perde a coragem mesmo quando os outros o fazem sofrer.
A paciência nos ajuda nas horas de dor, quando temos paciência, nunca desistimos e nunca desanimamos. Ao contrario,p perseveramos, continuando a pensar e afazer coisas boas. Atentamos então para outras pessoas que estão as voltas com o mesmo problema e lhes enviamos nossa compaixão, na esperança de que não sofram.
A paciência é também muito útil quando estamos felizes. Deixamo-nos levar facilmente pelo orgulho, nunca nos declaramos satisfeitos e sempre queremos mais. Se você é o figurão mais rico, sente-se muito orgulhoso e olha os outros de cima. Se é bonito e vaidoso de sua beleza, sofre horrivelmente quando percebe uma espinha ou ruga no rosto. .E pode facilmente sentir inveja daqueles que saem melhor que você. É bom ser feliz, saudável e mesmo rico, mas graças a paciência, você esquecerá seu orgulho e reconhecerá que tudo é passageiro. Será grato em vez de desprezar seus semelhantes.
”A maior paciência é a humildade. A maior meditação é a mente descontraída. A maior sabedoria é ver além das aparencias”. Atisha.
A prática da paciência não é fácil no começo, mas há várias maneiras de começar. A paciência e a tolerância exigem muita reflexão e compreensão. Achamos difícil ser tolerantes diante de coisas que contrariam frontalmente nossos valores morais, aquilo que para nós é o certo versus o errado, o bem versus o mal.  Quando, do nosso ponto de vista, as pessoas se comportam de maneira inadequada, nós as censuramos porque suas atitudes não se enquadram em nossa visão de mundo. Queremos que tudo e todos se acomodem ao nosso gosto, enquanto, ao mesmo tempo, exigimos que nos aceitem como somos. E somos, falando de um modo geral, muito teimosos. Não nos deixamos influenciar facilmente por esses ensinamentos ou mesmo pelo que acontece em nosso cotidiano. Mas lembre-se: todos nós, sem exceção, estamos no mesmo barco. Teremos acaso boas razões para sermos arrogantes e mesquinhos? Afinal, ninguém sabe o que vai acontecer daqui a um minuto, pode acontecer qualquer coisa.
Esse não é um conselho para você se omitir e não fazer nada quando alguém o ofender. É um lembrete de que, com paciência, você evolui mais, sem desistir nem perder a coragem. Com paciência, não permite que ninharias o subjuguem e controlem. Pare então de se perguntar ”Por que isso acontece justamente comigo?”, pare de recear que mais sofrimentos sobrevenham amanha, e ao contrario, pense no que irá fazer e num modo de progredir. não é fácil, mas, se você começar com compaixão, logo estará vendo tudo mais claramente.
Por exemplo, se alguém o aborrece muito, deve haver uma razão para isso. Adquira um pouco de conhecimento e compreensão dessa pessoa a fim de descobrir por que ela se mostra tão importuna. Talvez seja muito fraca, talvez não o entenda ou talvez você tenha feito algo que a magoou. Se você descobrir a causa, poderá serenar as emoções violentas que a dominam. Mesmo que essa pessoa continue se comportando mal, não lhe deixando alternativa a não ser sair de perto dela, você não precisa ficar preso a situação, não precisa carrega-la para onde quer que vá.
Seja honesto consigo mesmo. Quando os outros falarem mal de você, espalhando mentiras por meio de fofocas maliciosas e grosseiras, não sinta dó de si mesmo, deixe estar e vá em frente. .Caso os boatos encerrem alguma verdade, reflita a respeito, corrija-se e procure melhorar, calando em seguida quaisquer sentimentos negativos. Aprender a superar situações é uma das melhores praticas para desenvolver a paciência, e consequentemente, a compaixão e a sabedoria.
A contemplação desenvolve a paciência.
Ao contemplar sua vida cotidiana, você começa a refletir sobre o modo como lida com as coisas. Aprendendo com a experiência, poderá avaliar sua reação, caso, no futuro, enfrente situações semelhantes. Ponderar as coisas em profundidade esclarecerá melhor os problemas e o fará ir mais devagar, abrindo espaço para você, aos poucos, desenvolver sua paciência.
Seria muito útil também que você direcionasse seus pensamentos para o coração e descobrisse como de fato se sente. .Alguém pode e-lo realmente aborrecido hoje e talvez você tenha achado que não havia alternativa a não ser reagir com rispidez. No momento, pareceu-lhe que aquela pessoa merecia saber até que ponto você estava farto de suas ações, palavras ou atitudes egoístas. Mas talvez, no fim das contas, dar vazão a cólera não o tenha feito se sentir tão bem quanto pensava e agora você se pergunta como devera enfrentar uma situação semelhante caso ela se apresente de novo no futuro. Você não quer ser passivo, fraco, mas sim transmitir sua mensagem com calma e energia.
A medida que você desenvolve sua paciência, os outros podem considera-lo uma pessoa muito compreensiva. Ou seja, uma pessoa que sabe interpretar a situação a sua volta. Você deve encarar tudo com tranquilidade, sem fazer muito barulho por ninharias ou bradar aos céus em altas vozes – em suma, sem perder facilmente a cabeça, o que apenas revela falta de prática. Por meio da contemplação e da meditação, é possível esticar a paciência em um quilometro! Esse tipo de meditação nos familiariza intimamente com experiências e sentimentos tanto nossos quanto dos outros. Hoje talvez você ache isso difícil, mas, aos poucos, se persistir na pratica, ao fim de uma ou duas semanas já estará visivelmente melhor. E depois de um ou dois meses, a paciência se imporá com facilidade e, no próximo ano, você será um verdadeiro diplomata.
A prática desenvolve a paciência.
É difícil praticar a paciência quando não há nada que nos obrigue a ser pacientes, quando nos sentimos calmos e em paz com o mundo. Você esta lendo essas palavras, por meio das quais tento ajuda-lo a a perceber a importância da paciência, mas creio que perceberia isso melhor se vivenciasse no mundo real. Assim se alguém aparecer e provocar sua cólera, comportando-se de maneira desagradável, ele sera o verdadeiro mestre. Sem dúvida, no calor do memento, você não perceberá isso e o considerará um inimigo. Porem essa pessoa estará lhe dando uma oportunidade real de por a teoria em prática – aproveite-a sempre que possível!

domingo, 18 de maio de 2014

Família

FAMÍLIA familia

Pergunta: Como podemos garantir que nossas vidas em casa fiquem em paz, mesmo quando o mundo lá fora não está?
Thich Nhat Hanh: Em cada casa deve haver uma sala, você pode chamá-la de sala de respiração, sala de meditação ou a ilha de paz. Muitos de nós não tem espaço extra ou um quarto adicional que podemos usar apenas para isso. Nesse caso, até mesmo um pequeno canto de um quarto pode funcionar como uma ilha pacífica. A qualquer tempo os membros da família que não se sentirem seguros, estáveis ou fortes, podem se refugiar nesta ilha de paz. Ela não precisa ser muito grande e não precisa de muitos móveis; apenas algumas almofadas, um sino e uma flor. A flor representa a frescura, beleza e esperança.
Toda vez que estiver perturbado por sua raiva ou frustração, mesmo sendo uma criança, você tem o direito de se refugiar na sala. Qualquer casa civilizada deveria ter um quarto assim. Esse é um território de paz, um lugar para se refugiar na ilha de si mesmo. No momento em que esta “ilha” é estabelecida, você, e outros também, começam a lucrar com isso. Quando você entra nesse quarto, se sente em um território de paz interior.
Se os pais estão brigando e fazendo com que o seu filho sofra, a criança pode querer sair daquele lugar e ir para o canto ou quarto da respiração Ela pode entrar, convidar o sino e praticar a respiração consciente. Ela pode refugiar-se na paz que está lá. E se a criança está praticando assim, os pais podem parar de brigar um com o outro quando ouvirem a campainha e sentirem a necessidade de fazer a criança parar de sofrer. Assim, a prática de uma pessoa pode ajudar o resto da família.
Quando um dos parceiros está irritado com o outro, um deles pode ir para o quarto e praticar a respiração consciente e ouvir o sino para se acalmar. Essa prática vai inspirar o filho e inspirar o casal também. Antes de começar o dia, toda a família pode gastar alguns minutos na sala de respiração olhando um para o outro com atenção plena, felizes e desejando uns aos outros um dia feliz. Você vai ter começado bem o dia por ter se acalmado, olhado para os outros, e reconhecendo os outros como preciosos. Antes de ir dormir, você pode gastar alguns minutos ouvindo o sino e respirando juntos, como uma família.
E cada vez que a família tiver a necessidade de ouvir o outro, você pode usar o lugar para praticar o sentar atentamente e ouvir profundamente o sofrimento da família. Quando o filho se refugia nesse território, o pai não tem mais o direito de persegui-lo e chamá-lo. É algo parecido com imunidade diplomática. Quando você entrar nesse território, ninguém pode repreendê-lo ou fazer-lhe mais perguntas.
Pergunta: Como podemos criar nossos filhos a serem mais conscientes e compassivos? 
Thay: Se os pais praticam a atenção plena e compaixão em suas vidas diárias, os filhos vão aprender naturalmente com eles. Não podemos dizer para uma criança fazer algo se não fizermos nós mesmos. Quando eu ando com atenção plena e respiro conscientemente, meus alunos, seguem-me, caminhando conscientemente e respirando conscientemente. Às vezes, eu devo lembrá-los suavemente, mas é natural que quando vêem um idoso praticando, eles sigam a prática. De tempos em tempos os pais podem discutir plena consciência (mindfulness) e compaixão com os seus filhos, e expressar seu desejo de que seus filhos continuem a viver em plena consciência e com mais compaixão.
Quando você usa fala amorosa, pode regar as boas sementes em seus filhos e inspirá-los a fazer o que você tem feito. Você não tem que puni-los ou culpá-los. Com a linguagem correta e seguindo a sua própria prática, seus filhos vão ver, e eles irão segui-lo.
Pergunta: Minha filha adolescente é ansiosa e facilmente perturbada. O que posso fazer para acalmar suas emoções turbulentas?
Thay: Muitos jovens não conseguem lidar com suas emoções. Eles sofrem muito. O que os pais podem fazer é ensinar a seus filhos que as emoções são como uma tempestade, pois elas vêm, ficam por um tempo, e depois seguem em frente. Se soubermos ser o nosso melhor durante estes momentos, podemos enfrentar as tempestades com mais facilidade. A prática da respiração profunda, respirando com a barriga, pode ajudá-los a lidar com emoções fortes. É bem possível ensinar sua filha a fazer isso.
Quando a vir em crise, você se senta com ela e diz: “Querida, pegue minha mão, vamos praticar inspirando e expirando? Inspirando, seu estômago está crescendo. Você vê o seu estômago subindo Expirando, seu estômago está caindo. Vamos fazer novamente: dentro, fora, subindo, descendo”. Em poucos minutos, ela vai se sentir muito melhor, porque você trouxe a sua atenção e sua estabilidade para apoiá-la. Mais tarde, ela será capaz de fazer isso sozinha.
A prática não é difícil. As crianças e adolescentes podem aprender. Não devemos esperar por fortes tempestades chegar, a fim de iniciar a prática. Esta prática deve ser iniciada imediatamente. Se vocês continuarem a praticar juntos por duas ou três semanas, todos os dias, durante cinco ou dez minutos, a prática da respiração abdominal profunda, sem pensamentos, vai se tornar um hábito. E depois disso, quando a emoção estiver prestes a chegar, a criança vai saber o que fazer. Ela vai ver que ela pode facilmente sobreviver a suas emoções.
O meu filho adolescente e eu discutimos o tempo todo. Como posso parar essas lutas?
Thay: A primeira coisa que você pode fazer é olhar para si mesmo, para ver se você tem bastante energia de calma para ajudar a acalmá-lo quando ele está em sua presença. O problema pode não estar apenas com o filho, mas também dentro do pai. Se o pai não é pacífico, isso pode desencadear emoções negativas no filho, especialmente se houver sementes negativas plantadas nele.
No passado pode ter havido momentos em que você ficou irritado e reagiu a partir de um estado de irritação, e isso depositou essas sementes nele. Você tem que desfazer isso no momento presente. Ser amoroso e calmo e ter a capacidade de ouvir pode absorver uma grande quantidade de sofrimento. Se você puder estabelecer uma conversa para falar sobre as dificuldades dele, praticando escuta compassiva e profunda, isto irá ajudar a remover os tipos de energias que o estão fazendo sofrer. Se você tiver bondade amorosa e a energia da paz em você, mesmo sem falar, você pode influenciar uma outra pessoa e ele ou ela vai se sentir melhor só de estar com você.
Pergunta: Algumas pessoas dizem que as mães que trabalham fora de casa, não cuidam bem de seus filhos. Mas e se uma mulher fica em casa e ainda não presta muita atenção nos seus filhos? Como podemos ser pais enquanto ainda estamos fazendo outras coisas em nossa vida que requerem atenção?
Thay: Não deve haver qualquer simplificação do problema, podemos fazer as duas coisas. Se você consegue fornecer a seu filho carinho e atenção suficientes, é claro que você pode ir trabalhar. Carinho é fundamental para a comunicação e compreensão. Afeto traz amor, e o amor traz o mais profundo entendimento e entendimento mais profundo traz mais amor. Muitos pais precisam trabalhar fora de casa por razões financeiras. Muitos também gostam de trabalhar. Mas ficar em casa, cuidando dos filhos e da casa, e ser um paraíso refrescante e curativo para outras pessoas da família, também é um trabalho muito importante.
Não devemos avaliar o valor do nosso eu ou do nosso trabalho em termos de salário apenas. Nós todos temos que aprender a ser de tal forma que possamos trazer solidez, confiança, fé e alegria. Se uma mãe que fica em casa não é capaz de trazer essa qualidade ao ambiente, então ficar em casa não é uma coisa positiva. A mãe que sai para trabalhar e que chega em casa ainda refrescada, amorosa e sorridente, sabe como preservar a sua qualidade de ser. O valor da ação depende muito do valor da não-ação, ou seja, a qualidade do nosso ser.

terça-feira, 13 de maio de 2014




1- Eleve o seu pensamento, expressando gratidão, e respire profundamente vinte vezes;

2- Ofereça a energia da oração para outras pessoas que também rezam, não importa onde e nem o horário, apenas direcione a sua intenção. Sinta a energia se expandir com essa intenção;

3- Ofereça a intenção de oração para várias causas do mundo que precisem de uma energia superior;

4- Banhe-se nas virtudes de uma oração conectada. Direcione a intenção para os seus pedidos pessoais.
 


PASSO 1 - ELEVAÇÃO

Respire fundo várias vezes (vinte vezes é um bom número). Quando eu digo respirar fundo, é respirar fundo mesmo!
Então, concentre-se em tudo pelo que você é grato. Agradeça a dádiva da vida, agradeça a bênção da sua família, a sua saúde, o seu trabalho, os seus animais de estimação. O segredo aqui é você se envolver em um sentimento genuíno de gratidão por tudo. Eu sei que nem tudo na vida é alegria, mas nessa etapa, você não deve ficar se lembrando do que é ruim ou o que não está bom. O seu foco é nas coisas boas que a vida lhe trouxe!


PASSO 2 – CONEXÃO

Agora que você relaxou com respirações profundas e que elevou o seu sentimento de gratidão, direcione uma intenção para que a energia da oração seja oferecida para todas as pessoas que rezam também. Você não precisa saber quem são as pessoas que rezam, onde elas estão e que horas elas rezam. Nada disso importa, mas apenas que você direcione a sua intenção para que a força da sua oração alimente com bênçãos a conexão de todas as pessoas que também rezam.


PASSO 3 – AJUDA AO MUNDO

Agora você coloca uma intenção desejando que a energia da oração, que está ampla e conectada, seja oferecida para todas as pessoas e situações do mundo que você quer enviar.
Envie a intenção da oração para os líderes do mundo: religiosos, sociais, políticos;
Envie a intenção da oração para os hospitais: comuns, psiquiátricos, de câncer e os do plano espiritual;
Envie a intenção da oração para todas as creches, orfanatos, casas de caridade e ONG´s que trabalham ajudando mais pessoas;
Envie a intenção da oração para todas as zonas de refugiados e regiões de guerra;
Envie a intenção da oração para regiões que sofreram catástrofes e tragédias;
Siga a sua intuição e envie a sua intenção de oração para outras pessoas e situações.


PASSO 4 – EU MEREÇO!

Agora direcione a sua energia de intenção da oração para os seu projetos de vida, para os seus sonhos, sua família e suas realizações. Fique à vontade para deliciar-se nessa energia, focando em tudo que você acha que precisa. Você também pode enviar energias elevadas para pessoas próximas que você acha que precisam de ajuda, bem como para lugares e animais de estimação.
Nesse momento, basta que você mentalize fortemente a pessoa, a situação, o sonho, o projeto, o interesse pessoal, o lugar ou o animal de estimação, que a força da energia da oração irá atuar.
Finalize a oração em estado de leveza e gratidão e sinta a paz do momento!

segunda-feira, 5 de maio de 2014


Movimento consciente
Separe um momento de quietude e solidão no seu dia. Crie um ambiente sagrado, com um tapete no chão para praticar, escolha a música.Sente-se no tapete e ouça sua música favorita.
Permita que todas as partes de seu corpo, “ouçam” e sintam a vibração do som.
Mantenha a consciência da sua respiração com a intenção de libertá-la. Assim como às suas articulações.
Busque um ritmo e siga-o com a respiração, os batimentos cardíacos, com as articulações e músculos. Mova-se devagar, sentindo os percursos dos movimentos.
Esses movimentos massageiam as vísceras, lubrificam as dobras e equilibram a circulação de sangue e energia.
Eu gosto muito de usar essa música para brincar com o movimento do “8″ nos quadris.Experimente.
O tempo do corpo é sagrado porque equilibra nossa presença nesse mundo.
Bom dia, queridas consciências que me Leém!
Articule sua mente, observe a respiração!

domingo, 27 de abril de 2014

Eterno aprendiz

Eterno aprendiz


Um iniciado nada julga; compreende a tudo, silenciosamente.
Porque o seu coração foi curtido na senda.
Ele não odeia; simplesmente porque vê além das emoções.
Diante da ingratidão, ele ora.
E seu coração voa para o Céu...
Conhecedor dos mecanismos da reencarnação, ele abomina o racismo.
Consciente das leis de causa e efeito, ele jamais faz o mal para alguém.
O sucesso de alguém não o incomoda; pelo contrário, ele se alegra com os outros.
Ele medita e vê estrelas, pois descobriu o infinito em seu próprio coração.
Ele fia-se na luz, pois, sem ela, estaria cego na jornada.
Por isso, ele agradece ao Alto; e é fiel aos valores que esposa.
Ele é flexível, mas seus passos são firmes; e nada e nem ninguém roubará sua luz.
Mesmo conhecendo os arcanos espirituais, ele respeita a todos os que ainda não os conhecem.
Ah, ele jamais pisaria nos mais fracos e nem zombaria de suas aspirações.
Diante do ceticismo do mundo, ele caminha seguro em sua fé e em seu discernimento.
E, quando ele ora e irradia energias para a humanidade, seres de luz o abraçam em silêncio. Eles o têm como um filho querido e conhecem seu coração e suas aspirações espirituais.
Ah, o iniciado carrega a luz da vida universal em seus olhos...
Ele sabe que é uma estrela vestindo um corpo; e, por isso, mesmo na carne, ele brilha!
Diante dos assédios trevosos, ele opera com humildade e respeito, e ora ao Alto.
Docemente, com grande habilidade, ele transforma o denso em sutil, e agradece a luz.
Ah, o iniciado sabe que não há dinheiro no mundo que pague sua paz de espírito.
Ele sabe que a senda é em seu próprio coração; e, desrespeitá-la, seria desonrar a si mesmo.
Por isso, ele persevera e continua sua jornada, mesmo sob pesadas provas e dificuldades.
Ele sabe que tudo passa... Menos a luz que o guia. Ele sabe que ela é perene.
Mesmo na noite mais escura, ele jamais se esquece da luz.
Pois, sem ela, ele não é nada, e se perderia facilmente.
Então, ele anda no mundo das coisas ilusórias, mas sem ser enganado por elas.
Ele sabe que a luz universal também está nos grãos de areia, pois o Todo está em tudo! E ele sente isso em seu próprio coração.
Por isso, caminha confiante e contente.
O iniciado tem defeitos, mas estuda e trabalha diligentemente para corrigi-los.
Ele não teme o seu lado sombrio; pelo contrário, quer integrá-lo na luz.
Ah, nada nem ninguém, desse ou de outros planos, poderá drenar sua espiritualidade.
Porque, aquilo que o Céu acendeu em seu coração, ninguém poderá apagar.
Nem homens, nem espíritos; nem o ceticismo do mundo.
Nem nenhuma ingratidão.
Ele sabe que espiritualidade não é doutrina, mas estado de consciência.
E, por onde ele for, com quem for, a luz sempre estará com ele.
Porque ela e ele, em seu coração, são um só! E ele sabe disso.
E agradece.
Ele se considera uma pessoa comum, mas é um iniciado espiritual.
Não porque tenha algum grau, título ou diploma iniciático; mas porque a luz está nele.
E os ideais de liberdade, igualdade e fraternidade norteiam seus passos na senda.
Sim, ele é um iniciado nas lides do espírito.
E o seu coração é grande como a vida.
Tão grande que cabe a humanidade inteira dentro dele.
Wagner Borges

sexta-feira, 25 de abril de 2014

Imagem
Primeiro fique sozinho.
Primeiro comece a se divertir sozinho.
Primeiro amar a si mesmo.
Primeiro ser tão autenticamente feliz, que se ninguém vem, não importa; você está cheio, transbordando.
Se ninguém bate à sua porta, está tudo bem – Você não está em falta.
Você não está esperando por alguém para vir e bater à porta.
Você está em casa.
Se alguém vier, bom, belo.
Se ninguém vier, também é bom e belo
Em seguida, você pode passar para um relacionamento.
Agora você se move como um mestre, não como um mendigo.
Agora você se move como um imperador, não como um mendigo.
E a pessoa que viveu em sua solidão será sempre atraídos para outra pessoa que também está vivendo sua solidão lindamente, porque o mesmo atrai o mesmo.
Quando dois mestres se encontram – mestres do seu ser, de sua solidão -felicidade não é apenas acrescentada: é multiplicada.
Torna-se uma tremendo fenômeno de celebração.
E eles não exploram um ao outro,, eles compartilham.
Eles não utilizam o outro.
Em vez disso, pelo contrário, ambos tornam-se UM e desfrutam da existência que os rodeia.

OSHO

quinta-feira, 10 de abril de 2014

O PODER DA ORAÇÃO - Análise do "PAI NOSSO"
Pai Nosso;
Pois somos, todos, filhos do todo, somos centelhas divinas e Deus está em nós e em todas as coisas. Fazemos parte de uma família, universal no seu contexto, eterna na sua realização plena. Como filhos do amor, somos amor, como filhos da luz, somos luz, como filhos do eterno, somos eternos, enfim, somos irmãos que caminham para o mesmo destino escolhendo cada um o caminho que lhe cabe, conforme seu conhecimento das coisas e de si mesmo.
Que estás nos céus,
Este “Deus interno” que todos carregamos e devemos tomar consciência. O céu é um conceito de felicidade que cada um pode construir em si mesmo, através do descobrimento do amor para o qual fomos criados. Deus que está em cada um de nós, latente em suas potencialidades, real em suas características, pleno em sua semente, pois que cada um carrega em si o céu que é capaz de criar e viver. A manifestação de Deus se faz em nós e em todas as criaturas do universo.
“o reino dos céus está dentro de vós”.
Santificado seja o vosso nome;
Faz-se necessário reconhecer o belo em todas as coisas, assim como buscar o belo em nosso íntimo, nos tornando cada vez mais “deuses em nós mesmos” e entendendo que somos todos capazes de atingir um estado de equilíbrio íntimo, nos tornando saudáveis de corpo e mente, exteriorizando o que é verdadeiro em nós.
Todos sem distinção, fomos criados com a mesma capacidade de construir o que de melhor acreditarmos e conhecermos.
Venha a nós o vosso reino;
Como um apelo, busquemos em nós esse reino de paz e alegria. E que esse reino se torne cada vez mais presente em atitudes renovadas no bem e na harmonia íntima de cada um de nós. Tudo o que precisamos para, sermos felizes, se encontra em nós como se encontra na semente a plenitude da vida de uma árvore, que colocada em contato com os elementos da natureza se faz presente respeitando-se o tempo que cada um necessita para tal. O grande instrumento da vida é o conviver, entrar em contato com o todo, com o todo que está em cada um, fazendo brotar as virtudes libertadoras, da bondade, da tolerância, da indulgência para com os outros, da compreensão de si mesmo e dos companheiros de jornada, tornando a caminhada uma grande viagem de conquistas eternas.
Seja feita a vossa vontade, assim na terra como nos céus;
Que as vontades do “ego” possam assim se tornar, cada vez mais, as vontades de Deus em nós quando unidos á matéria ou quando no plano espiritual. Não nos deixando levar pelos modelos e costumes sociais, fazendo com que nos tornemos muitas vezes escravos do consumo, da desesperança, e do imediatismo mundano, seja em que época estejamos a viver, prevalecendo sempre os valores eternos e não o que é perecível. Pois que tudo passa na vida e pela vida, permanecendo apenas aquilo que é elemento do amor. Que a confiança seja parte integrante das nossas ações, não nos deixando aprisionar nas angústias, nas frustrações, que nos fazem muitas vezes cair nas armadilhas das fugas enganosas, construindo em nós conceitos e preconceitos inconvenientes.
O pão nosso de cada dia dai-nos hoje;
O que nos liberta das dores, da fome de liberdade, da sede de justiça, é o conhecimento, o conhecimento de nós mesmos. Possamos então cuidar do abençoado corpo físico, esse veículo maravilhoso da vida, sem nos esquecermos, porém, da verdadeira missão que cada um carrega dentro de si. Analisar, perceber, investigar em nós mesmos, sentimentos e emoções sem nos esconder aquilo que é necessário enfrentar e vencer, nos tornando seres mais livres das sombras, aumentando assim nossa capacidade de enfrentar novos desafios. Conhecer-nos é antes de tudo assumir uma posição de instrutores de nós mesmos, experimentando e vivenciando situações que enriqueçam nosso Espírito. Buscar a verdade, para que a verdade seja a grande libertadora de toda e qualquer ignorância que aprisiona. A verdade sobre o que somos, quem somos, como somos e para que somos, definindo assim um roteiro de conquistas valiosas.
Perdoa as nossas ofensas, assim como perdoamos a quem nos ofende;
Na nossa caminhada evolutiva vamos agregando valores, mas também carregamos ilusões que nos fazem acreditar que não somos capazes, que não somos amados, ou muitas vezes tentando carregar os sonhos e vontades dos outros, como se nós fôssemos responsáveis pela felicidade daqueles que conosco caminham. Somos verdadeiramente parte de um todo, mas cada um é responsável por si no que diz respeito à construção da própria felicidade. Por não conseguirmos carregar ou resolver os problemas dos outros é que acabamos por acreditar que não temos o direito de buscar o que queremos e necessitamos para sermos felizes. È verdade que temos como pais a responsabilidade de educar nossos filhos, mas jamais confundir educação com controle, amor com propriedade, que nos levam a querer projetar nossas frustrações, nossa vida, na vida dos nossos.
Assumindo muitas vezes uma posição de salvadores, queremos evitar que nossos filhos sofram, criando em suas mentes a ilusão de que a vida é um caminhar sem esforços ou situações desagradáveis, definindo assim um conceito irreal sobre si mesmos, impedindo que descubram os potenciais íntimos que cada um carrega no âmago.
Vivemos atualmente em uma era onde os modelos sociais nos cobram comportamentos baseados no imediatismo, fazendo com que a grande multidão atenda a apelos de aparências exteriores, de consumismo desenfreado, causando quase sempre um grande vazio interior, pois não se pode fugir de si mesmo, e os momentos de reflexão são inevitáveis.
Diante dos mesmos a grande multidão procura as fugas das suas dores e emoções em falsos mecanismos de defesa, definindo assim os equivocados conceitos do que se é ser bem sucedido e feliz.
Como a ilusão não é eterna e em nós só se deve permanecer o que é real e não o ilusório, a vida com sua infinita sabedoria se encarrega com seus mecanismos sutis e infalíveis de nos recolocar no verdadeiro caminho. Quase sempre ainda, a dor, continua sendo a ferramenta necessária para que possamos perceber os desvios que nos enveredamos na grande jornada.
Com a inevitável frustração diante desses comportamentos, muitas vezes, nos tornamos juízes de nós mesmos, nos condenando implacavelmente aos conflitos íntimos, sem nos dar novas chances de reparação.
Adotamos também a atitude de vítimas do mundo, vítimas da vida, enfim, transferimos nossas responsabilidades, atribuindo aos outros a culpa pelas nossas angústias e frustrações.
Pois, que o auto-perdão, é a primeira condição para entendermos a nossa fragilidade ainda ligada ao nosso desconhecimento das coisas, compreendendo assim que todos estamos sujeitos a erros e acertos, não havendo o porque da mágoa ou do rancor, nos dando a chance de reparação, reconstruindo em nós o equilíbrio.
Diante da abençoada oportunidade da reencarnação, a vida nos coloca muitas vezes diante daqueles que em uma pregressa oportunidade, ferimos por ignorância ou negligência.
A misericórdia deve fazer parte de nós, assim como, a sinceridade para conosco admitindo os equívocos, sem colocar sobre os outros o peso da responsabilidade daquilo que nós mesmos somos os arquitetos e executores.
O perdão é a grande libertação que nos permite aceitar os erros como desconhecimento das leis naturais, leis essas que estão, de forma ainda obscura para nós, em nosso íntimo. O arrependimento é o reconhecimento das verdadeiras possibilidades momentâneas provocando assim atitudes de aceitação e disciplina no fazer de novo, de uma maneira melhor, sem carregar no íntimo as energias deletérias do remorso e da mágoa. Não podemos estancar os sofrimentos sem curar em nós as feridas internas.
Não nos deixeis cair em tentação;
Novas experiências virão, atraídas pelas nossas próprias necessidades ou pela necessidade da vida, pois que temos o poder de construir o nosso amanhã, a partir das ações do hoje, tomando a consciência de que atraímos para nós, pessoas e situações, conforme nossos conceitos e julgamentos, que fazemos aos outros e a nós mesmos. Que possamos assim vencer os desafios sem acumular ainda mais compromissos de reparação futura. Pois, que, tentação é, nos colocar em prova, conforme as necessidades de aprendizado de cada um. Se o pré-conceito nos é presente nas atitudes, a vida se encarregará pela lei de atração, de colocar diante de nós os indivíduos ou situações que nos ajudarão a exercitar o respeito e a aceitação às diferenças de cada um. Quanto mais resistimos à natureza, mais a natureza se torna instrutora de nós mesmos. Portanto, quanto mais cedo compreendemos a vida, mais cedo a liberdade se fará presente, com suas flores de paz e harmonia.
Quando não escolhemos, a vida escolhe por nós respeitando nosso livre-arbítrio, mas provocando pela lei de evolução a retirada da inércia em nosso caminhar. Analisar atitudes e pensamentos é antes de tudo reconhecer em nós as deficiências e valores que nos levarão a vivenciar o que chamamos de lei de atração e afinidade. “Somos herdeiros de nós mesmos”, construtores do próprio destino e responsáveis por nossa própria redenção. Atraímos, pelo sincronismo dos acontecimentos, momentos que muitas vezes chamamos de fatalidade, como se a vida agisse em nós sem um finalismo sábio, amoroso e perfeito.
Livra-nos dos males;
Pois que, sãos os males ainda presentes em nosso ser que, por muitas vezes, nos aprisionam e nos fazem sofrer. Livra-nos, Oh! “Deus interno” em nós, da ignorância que provoca o orgulho, a vaidade e que muitas vezes nos faz querer viver longe do todo universal, tornando presente em nós o tão doloroso egoísmo. Conhecendo assim a luz que somos, mas ainda obscuros pela ignorância natural e com as oportunidades de caminhada, tendo infinitas maneiras de burilar em nós as manchas que impedem o brilho verdadeiro, pois que, somos como diamantes brutos, onde as dores e sofrimentos muitas vezes nos apresentam como ferramentas de lapidação para que se faça presente a jóia real que se encontra por sob as cascas provocadas pelo tempo necessário à plenitude.
Males são todas as ilusões, crenças, medos, ciúmes, inveja, insegurança, imediatismo, desesperança, pessimismo, maledicência, enfim, sentimentos e idéias cultivadas equivocadamente pelo desconhecimento que temos do que somos e do que podemos conquistar.
Livrar dos males é adquirir a consciência da força interior, assumindo uma posição renovadora e firme diante dos desafios a serem vencidos, retirando de cada situação de dor e sofrimento o aprendizado necessário para a nossa felicidade eterna.
Durante muitos anos acreditamos que os males seriam sempre aquilo que no outro nos incomoda, ou as atitudes do outro para conosco, assim como as situações desconfortáveis que muitas vezes enfrentamos em incontáveis momentos da jornada. Porém, uma nova conscientização se faz necessária, a de que “somos herdeiros de nós mesmos”, entendendo assim que construímos o nosso castelo ou a nossa masmorra, conforme as atitudes do agora.
Somos verdadeiramente responsáveis pelo que estamos vivenciando hoje, pois que construímos isso de alguma maneira, através do determinismo das leis naturais “causa e efeito” ou do finalismo, necessários a cada um de nós. A vida obedece a um sábio e perfeito sincronismo, onde podemos ter a certeza de que estamos exatamente no momento e local com as pessoas, sentimentos e situações que deveríamos estar obedecendo à perfeição do funcionamento da vida.
Que assim seja.
Aceitar, compreender, modificar o que pode ser modificado, são atitudes libertadoras para o homem que quer se livrar das angústias que o atormentam, conscientizando-se que o seu destino se vincula ao uso do livre-arbítrio em conjunto com a observância das leis naturais, leis essas que independente do grau de evolução do ser humano, estão gravadas em sua consciência fazendo-se necessário que aos poucos, pela vivência das sucessivas vidas, essas leis se tornem ativas através da experimentação de si mesmo, construindo assim melhores atitudes para consigo e para com o seu próximo.
Construir em si cada vez mais a certeza de que o universo é regido por um perfeito equilíbrio chamado amor e que os homens se regeneram através da conscientização do seu papel no grande cenário da vida, reconhecendo que para a construção da paz e do equilíbrio basta que cada um reconheça que é através da modificação íntima de si mesmo é que se modifica a grande paisagem humana.
(Análise de Fidel Nogueira)